Feriado prolongado
Feriado prolongado. Ebaaaaaaa!
Eba nada!
Eu estava me recuperando da dramática (e digna de filme) morte da minha avó materna quando o feriado chegou. Com chuva e frio.
Não satisfeito, acordei na sexta-feira ruim. Ruim não, péssimo!
Minhas amídalas resolveram inflamar-se. E se inflamaram tanto que tive febre, ânsia de vômito (seguida de muito vômito), fraqueza e tudo o que o pacote dá direito.
Observando tudo, meu estômago não se fez de rogado: boom! Minha gastrite também resolveu dar as caras.
Aí já viu, né?
Toooca dona Sônia levar o filho enfermo pro hospital (lotaaaado de gente dando o cano no serviço na emenda do feriado).
Me colocaram numa cadeira de rodas e me passaram na frente. Todo mundo me olhando. Vergonha.
Eu estava tão mal que tomei três soros, mais a medicação na veia.
Em seguida, veio a bezetacil. Nádegas, coxa, joelho, batata da perna, pés, dedos... tudo doía.
Eu estava tão mal que até comida a médica me deu. Chegou lá uma embalagem escrito "Ricota", mas que dentro tinha um lanche de pão de forma com ricota e peito de peru, um suco de maçã industrializado e uma maçã.
Nunca vi médico dar comida pra paciente, mas...
Saí do hospital horas depois. Sem dor, mas um pouco mole ainda.
Passei o sábado todinho de molho, recarregando a bateria.
Me sobrou o domingo. Aproveitei e fui passear, era churrasco!
Mas, pra encerrar com chave de ouro, não era churrasco nada. Nem tinha comida.
Ficamos jogando piff-paff e vendo o Timão perder de 3x0...
13:59 | Marcadores: finde | 4 Comments
Senhora do Destino
Ela sempre sempre fez o que quis, do jeito que quis.
Teve uma vida sofrida.
Aos 2 anos perdeu a mãe e, aos 7, o pai. Foi quando passou a ter uma vida nômade.
Separou-se do marido alcoólatra e teve de cuidar dos três filhos com a ajuda de sua amiga-comadre.
Sem estudo, sempre trabalhou como empregada doméstica.
Mesmo tendo pouco, era conhecida por ajudar os que não tinham onde morar nem o que comer.
Por isso, seus três filhos viram muita gente entrar e sair de casa.
Alguns passavam dias, outros passavam meses e alguns passaram anos morando com eles.
Mudaram-se de casa várias vezes.
Cuidou de muitos parentes doentes, principalmente os que estavam perto de morrer.
A morte sempre rondou sua vida.
Tinha um gênio forte, muito forte.
Dramática, sempre dizia que não queria depender de ninguém na vida, que nunca deixaria ninguém cuidar dela.
Ela, sim, cuidava dos outros. Reclamando, mas cuidava. Mas ser cuidada, jamais.
Cuidou dos netos. Alguns passavam as férias inteiras com ela.
Já senhora, perdeu sua amiga-comadre, depois de passar meses doente.
E mais uma vez ela viu a morte de perto.
Apenas 15 dias depois perdeu seu filho do meio, alcoólatra como o pai. Câncer no êsofago.
E mais uma vez ela gritou que não se deixaria chegar naquele ponto e que não queria ficar doente para que ninguém tivesse que cuidar dela.
Preferiu morar sozinha. Não queria dar trabalho para os filhos.
Só pensava em seus quatro cachorros.
Eles eram os únicos objetos de seu amor e carinho.
Nunca foi religiosa. Na verdade, odiava Deus.
Sempre teve uma saúde de ferro. Aos 80 anos, parecia e agia como se tivesse 60.
Mas, aos 85, teve uma infecção urinária muito forte, que abalou sua saúde seriamente.
Sua filha mais velha a acompanhou durante todo o tratamento, sempre insistindo pra mãe vir morar com ela. Mas a resposta era sempre não.
Gostava muito de chamar a atenção e de se fazer de vítima.
Mentia descaradamente para os vizinhos sobre sua família.
Chegava a dizer que sua família não a visitava, que sua filha queria lhe fazer prisioneira e que não lhe dava os remédios que necessitava.
Sem ter outra saída, sua filha a deixou em casa, sozinha, mesmo ainda não estando totalmente recuperada.
Mas a visitava rigorozamente todos os dias, acompanhando sua recuperação, mesmo ouvindo xingamentos.
Sua filha a levou ao médico, que constatou que já estava recuparada da infecção, mas que não deveria mais morar sozinha, devido à idade.
E mais uma vez sua filha implorou para que fosse morar com ela.
Dessa vez ela aceitou, mas pediu para sua filha que a deixasse mais um único dia sozinha em sua casa.
E esse dia era um domingo.
Acordou, passeou com os cachorros e fez comida para eles.
Em seguida entrou no banheiro e se enforcou com a mangueira do chuveiro.
Ela foi a senhora de seu destino.
00:13 | Marcadores: morte | 0 Comments
Promoção
Como vocês sabem (ou deveriam saber), eu gosto muito de ler.
Adoro livros. Principalmente livros novos.
O cheiro de livro novo me dá coisas...rs
E eis que eu vejo uma propaganda no site Submarino: 3 livros por 30 reais.
Meu coração já acelerou, meus olhos lacrimejaram, a respiração já ficou ofegante.
Praticamente um início de infarto.
Parei, contei até 10 e disse pra mim mesmo "você é mais forte que isso!"
Por esse preço, nem devem ser livros bons, pensei.
Mas uma visitinha não ia me matar.
E, de fato, não me matou. Mas fiquei em dúvida.
Em dúvida de quais três livros escolher, porque eu queria um monte.
Depois de ficar horas pensando e de pedir ajuda à minha amiga, escolhi:
O Recurso - John Grisham
Autor das obras adaptadas para o cinema: Tempo de Matar, A Firma, Dossiê Pelicano e O Cliente, entre outras.

O Zoológico de Varsóvia - Diane Ackerman
A história verídica de um casal que transformou um zoológico da capital polonesa num refúgio de judeus durante o Holocausto.

Os Filhos do Imperador - Claire Messud
Marina, Danielle e Julius se conhecem na universidade e se tornam amigos. Todos têm algo em comum: estão certos de que em muito pouco tempo estarão fazendo algo extremamente importante para o mundo. Porém, quando chegam perto dos 30, as coisas não estão do jeito que devem estar.
________________________________________________
Os livros chegaram dois dias depois.
Quando abri a embalagem, senti aquele cheiro de livro novo.
Meu coração já acelerou, meus olhos lacrimejaram, a respiração já ficou ofegante...
Será caso de internação?
Bom... internado ou em casa, eu vou ler meus livros novos.
:)
15:40 | Marcadores: livros | 2 Comments
O Rei do Pop está morto
Polêmicas e escândalos à parte, o cara é phodda!
08:42 | Marcadores: música | 3 Comments
Lado bom, lado mau
21:13 | Marcadores: teatro | 2 Comments
Parabéns, mulheres!
César Cielo, chorando muito, nos emocionou ao receber a primeira medalha de ouro do Brasil nas Olimpíadas de Pequim.
Depois foi a vez das mulheres.
Maurren Maggi, em ótima forma, mostrou que superou o dopping da última edição dos jogos olímpicos e voou. Foi a que pulou mais longe no salto em distância. Ela beijou o pódio antes de subir e recebeu a medalha dourada.
E a seleção feminina de vôlei, brilhantemente comandada por José Roberto Guimarães, me fez chorar. Depois de ter parado nas semi-finais nas últimas olimpíadas e campeonatos mundiais, dessa vez as meninas mostraram que realmente são as melhores de mundo. Com uma campanha IMPECÁVEL (apenas um set perdido nos 8 jogos que disputou), elas foram supremas e acabaram com os EUA. E ganhar dos EUA é muito mais gostoso, né?
Parabéns, mulheres!
Parabéns, Brasil!
12:26 | Marcadores: esportes | 2 Comments
Máximas (e ótimas!) Conversacionais
Pra variar, aula de Pragmática.
O assunto dessa vez eram as Implicaturas de Grice e as Máximas Conversacionais.
Que, pra mim, deveriam se chamar Ótimas Conversacionais, porque são óóótemas!
Quebra da Máxima da Quantidade (informe só o que for necessário):
- Joãozinho, já é tarde! Você já fez a lição de casa e escovou os dentes?
- Já, mãe! Já fiz a lição sim!
Quebra da Máxima da Relevância (diga só o que é relevante):
- Você me ama?
- Você é a pessoa mais legal que eu conheço.
o guarda: - Esse carro está estacionado em local proibido. O carro é seu?
o motorista: - Boa tarde, seu guarda! Que chuva, hein?
- Você comprou o que eu pedi?
- Eu tentei.
Quebra da Máxima de Modo (seja claro, específico):
- Ele estava sendo econômico com a verdade.
Quebra da Máxima da Qualidade (diga somente o que você acredita que seja verdade):
o americano: - O capital do Brazil ser Buenos Aires, right?
o brasileiro: Exatamente! E nós falamos espanhol e o presidente do Brasil é o Maradona!
Hehehe...
23:22 | Marcadores: pragmática | 9 Comments
Timão ÊÔ
Louco por ti, Corinthians!
Aqueles que acham que é poucooo
Eu vivo por ti Corinthians!
Eu canto até ficar roucooo
Eu canto pra te empurrar!
Vamos, vamos, meu timão!
Vamos, meu timão!
Não para de lutar!"
22:49 | Marcadores: esportes | 8 Comments
Eu te repudio! (parte 2)
Então...
Assim que o velho faleceu, todos ficaram olhando para a moça. A consciência falou mais alto e ela contou a verdade, ou seja, que o velho empacotou entre o segundo e o terceiro "eu te repudio!".
Agora falem a verdade:
Vocês, mulheres (leia-se Mônica e Claudia), teriam falado a verdade ou mentiriam para ficar com o bonitão?
Como a mamãe nos ensinou, falar a verdade é sempre o melhor caminho.
A moça falou a verdade, mesmo sabendo que isso provavelmente faria a possibilidade de ficar com o garotão ir por água abaixo.
Mas não foi.
A galera do kibe decidiu considerar o divórcio.
Lembrando: a mulher só seria considerada divorciada (e, assim, livre pra ficar com o bonitão) se o velho dissesse três vezes "eu te repudio!".
Conforme tema da aula de Pragmática, o povo levou em consideração a INTENÇÃO do velho, já no pé da cova, em conceder o divórcio à sua esposa. Afinal, ele só não pronunciou o terceiro "eu te repudio!" por uma falha mecânica: a voz acabou quando ele morreu (rs). Ou seja, se ele tivesse mais alguns segundos de vida, ele teria dito as três vezes.
Ah! Já ia me esquecendo...
E eles viveram felizes para sempre!
20:08 | Marcadores: pragmática | 6 Comments
Eu te repudio!
A cada dia que passa as aulas de Pragmática vão ficando mais interessantes. E engraçadas.
Lembra da novela "O Clone"? (Isso sou eu que estou falando, não a professora)
Algumas vezes, no núcleo da família árabe, o marido ameaçava dizer à esposa três vezes a frase "Eu te repudio!" e a esposa ficava desesperada.
Na tradição árabe, os homens podem se casar com até não sei quantas mulheres. O único meio de a esposa se divorciar do marido é se ele disser a ela "Eu te repudio! Eu te repudio! Eu te repudio!" (três vezes).
A minha professora comentou sobre um filme hollywoodiano da década de sessenta (que eu não vou lembrar o nome agora) que contava a história da esposa de um árabe que, apaixonada por outro homem, queria se divorciar do marido (um velho ranzinza e muito mau). Detalhe: segundo a tradição, a morte do marido não liberta a esposa para se casar com outro, ela tem de ser fiel mesmo ele estando morto.
Um dia deu um pirepaque no velho e ele ficou muito mal, muito próximo de morrer. A mulher ficou desesperada, porque queria ficar livre dele logo pra casar com o amante bonitão. O velho, moribundo, chamou a esposa para bem perto dele, já que mal conseguia falar.
Eis que um raio de bondade passa pelo velho e ele fala:
- Eu te repudio! Eu te repudio... - E MORRE!!!
A moça olhou ao redor. Havia outras pessoas, mas o velho falou muito baixo. Se ela falasse que o velho pronunciou três vezes "eu te repudio!" todos acreditariam. Assim ela ficaria livre para se casar com o bonitão. Mas e a consciência?
E aí? O que aconteceu?
22:35 | Marcadores: pragmática | 14 Comments











